sábado, 9 de julho de 2016

Viena

 Adorei Viena. Os meus quatro dias por lá foram lindos: mesmo nevando uma parte da noite, o céu era puro azul. Assisti a uma apresentação memorável do Ballet que faz parte da ópera estatal.Viena!  Suas ruas são limpas e largas, seus monumentos imponentes, o por do sol inesquecível. a música clássica no ar. Ah, e seus cafés...e tortas e apfelstrudels! Comprei chocolates incríveis no supermercado e até tomei cerveja por lá (aprecio vinho mas tenho pouco intimidade com cervejas). Os semáforos para pedestres fazem uma homenagem a inclusão social: mostram casais héteros e homossexuais.Senti-me acolhida por Viena.

















































domingo, 3 de julho de 2016

A casa do Freud em Viena


 Viena é uma cidade que me surpreendera positivamente. E postarei mais fotos de lá em outro post. Mas hoje queria compartilhar minha visita à Casa Museu de Freud. Eu já tinha visitado a casa em que ele morou em Londres (após ter deixado Viena devido a Segunda Grande Guerra). E é na casa em Londres que está seu famoso divã. Mas a casa de Viena tem uma energia peculiar e me emocionei ao visitá-la, sabendo que ali surgiu muito das bases teóricas que tanto me ajudam no meu trabalho como psicóloga.

 Assim que voltei de viagem, li o romance "A Amante de Freud" e pude vislumbrar minha passagem por vários cenários citados nesse romance. Então, foi como se eu ainda estivesse passeando por Viena e me esbarrando com Freud pelas ruas.

 Sala de espera do consultório, que era conjugado ao apartamento onde Freud morava com sua família.



Essa última foto é de um dos restaurantes preferidos de Freud em Viena.

sábado, 25 de junho de 2016

Para mim, Praga é branca!

 Na minha viagem à Europa nesse ano, passei quatro dias em Praga. Poderia ter aproveitando mais a cidade, mas a neve dificultou as caminhadas que eu amo fazer e houve uma questão de saúde a ser contornada nos meus dias na capital da República Theca. Ainda assim, como podem conferir pelas fotos, pude pousar meus olhos em incontáveis belezas! Praga é a cidade de um Castelo lindo pousado na colina, da Ponte Carlos, do relógio astronômico, de uma Ópera Estatal incrível (onde assisti a uma produção primorosa de  " O Barbeiro de Sevilha"), de ruas medievais, de um grande cemitério judeu... Mas o que mais me recordarei é certamente da neve que encobria a cidade  nos dias que lá estive e deixara  Praga com um ar de mais mistério e romantismo.



































sexta-feira, 17 de junho de 2016

Noite de poesia e enlaces

Fiquei mais tempo sem escrever do que o de hábito, envolvida com um workshop profissional e com novas (e encantadoras descobertas) a nível pessoal. Hoje estou assimilando a notícia da morte trágica de um familiar, ocorrida ontem, mas ainda assim queria compartilhar aqui um momento feliz e muito importante para mim - pois a vida é feita de dores, mas também de delícias.

Nesse último dia 15 de junho, houve a Noite da Poesia e da Cachaça, no quintal da casa onde funciona a Editora Lê, aqui em Belo Horizonte, e um dos meus poemas foi escolhido para compor o texto que fora interpretado por alguns atores, na apresentação principal desse evento. Na parte final, os versados em prosa ou poesia que se encontravam na plateia poderiam declamar algo para o público presente; foi quando meu amigo e ator, Fabiano  Persi, declamou um outro poema meu, numa linda homenagem, e eu, saindo da minha constante introspecção (após incentivo do escritor e  meu professor de Oficina de Escrita Literária, Ronald Claver, e outros queridos presentes) li mais um outro poema meu. Abaixo, vou compartilhar o poema "Vezes", que esteve presente no texto  composto para a apresentação  do evento (em meio a  textos  de autoria de Millor Fernandes, Olavo Romano - que também estava presente e nos brindou com alguns de seus "causos" mineiros -, Drummond, dentre outros).

Ali, tendo minhas palavras (organizadas em versos) sendo acolhidas por desconhecidos e por afetos (antigos e novos) senti-me verdadeiramente uma POETISA.

Vezes

Só dessa vez
ela cedeu
no quarto dos fundos
do hotel decadente
no meio da tarde
quente e úmida.
Ele era todo frescor
em sua negritude e músculos
e ela dizia para si
que seria só dessa vez!
Mas na semana seguinte
ele telefonou
e repetiu o convite
e ela foi, dizendo,
só mais uma  vez.
Semanas viraram meses
e ela pensava nas tardes e o queria
mais uma vez
e ela o teve e se deu
pois não só as tardes
eram quentes e úmidas.
Naquele dia, porém,
ele a beijou num adeus
que dizia ser a última vez.
Ele queria sentimento
ela só prazer
mas, fingindo afeto,
pediu a ele
uma outra vez.
Ele cedeu.
Tardes, Fundos, Hotel
Quente, Úmida
Amanhã, talvez, Amor!
Mas hoje, mais uma vez?