segunda-feira, 29 de março de 2010

Céu poético



Eu tive olhos para ver e câmera para fotografar este fim de tarde hoje... A imagem fala por si, não fala?

domingo, 28 de março de 2010

El Ateneo











Ainda sobre viagens, e livros, lembrei-me de compartilhar com vocês as fotos que fiz na Livraria El Ateneo, em Buenos Aires, onde estive em janeiro passado.








Um antigo teatro transformado em livraria, o palco abriga agora um Café e os antigos camorotes são abrigos serenos para amantes da leitura...








Apaixonante, não?

Viajando (pelos livros...)


Viajar e ler são duas atividades que realmente dão asas à minha imaginação... Como por hora não vou alçar novos vôos (como esse aí da foto que bati ao sobrevoar os Alpes nos limites da Itália com França), vou viajando pelos livros. Como já disse, leio várias coisas de uma só vez! Nessa semana, dentre livros sobre vinhos, turismo, jardinagem e culinária, dois outros se destacaram: " A Arte de Viajar", de Allain de Botton e " O Regresso", de Rosamunde Pilcher.
Em "A Arte de Viajar", Botton filosofa sobre os prazeres e sedução que envolvem o ato de viajar, das nossas motivações para largar nossas lares e cruzar oceanos e montanhas em busca do novo e, particularmente, me faz refletir sobre eu amar tanto fazer as malas...
Já Rosamunde Pilcher é Rosamunde Pilcher. Impossível lê-la e não sentir o aroma do chá, conseguir com suas palavras visualizar as mansões vitorianas, sentir a maresia num vilarejo na Cornualha, querer comer bolo quente com geléia, nos imaginar passeando por charnecas e encostas cobertas por urzes... Ela é perfeita em descrições e repassar afetos pelas palavras. Amo!!! "O Regresso" tem mais de mil páginas, estou na 312, mas torcendo para o final demorar para eu continuar viajando com a história da doce Judith antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial ...

domingo, 21 de março de 2010

Então é outono...











Minha estação do ano preferida chegou... Amooooo!!!
As fotos aqui postadas tirei no outono passado em Paris. A última refere-se à margem do Rio Tibre, em Roma, também no outono europeu passado.

sábado, 20 de março de 2010

Sábado à italiana
















Hoje o dia tem me trazido tantos detalhes que me fazem viajar de volta à Itália! Acordei, e com a ajuda do meu filho, extreei minha máquina de waffle, que me lembrou imediatamente do waffle maravilhoso com Nutella que comi em Milão, perto dos canais Navigli. Assistindo a TV, o programa de Jamie Oliver se passava na Itália, num vilarejo na Costa Amalfi e o livro que comecei a ler hoje é justamente "A Itália de Jamie", baseado nesses e noutros programas dele. No almoço, fiz meu penne ao molho de atum. E agora há pouco, na TV Minas, passava um programa sobre pinturas renascentistas italianas...Ah, hoje nem precisei sair de casa para me sentir um tanto quanto italiana...
Para que viajem comigo até a Itália, deixei aqui algumas fotos que lá bati.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ao Chile, com carinho


Meu querido Chile tem ocupado meus pensamentos e, certamente, o de vocês também, com o terremoto de ontem. Aos meus amigos daqui e lá do Chile, um pouco das palavras cálidas de Neruda para nos lembrar que nem só de tragédias é feita a vida:


"Aqui eu te amo.

Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.

Fosforece a lua sobre as águas errantes.

Andam dias iguais a perseguir-se. Descinge-se a névoa em dançantes figuras.

Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.

As vezes uma vela.

Altas, altas, estrelas.

Ou a cruz negra de um barco.

Só.

As vezes amanheço, e minha alma está úmida.S

oa, ressoa o mar distante.

Isto é um porto.

Aqui eu te amo".
Foto tirada por mim em Santiago do Chile em junho de 2008.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vincennes

























































































































Adoro história e sou fascinada por castelos! E foi esse fascínio e adoração que me levou ao Château de Vincennes em novembro passado, um castelo medieval em plena Paris, a algumas estações de metrô (final da linha 1) do seu centro. Senti-me uma donzela ao andar por suas amplas salas ou subindo as escadarias até sua torre (podia até sentir a saia com fartas anáguas do meu volumoso vestido encostando nas paredes, apesar de estar usando apenas jeans...), pronta para lutar com espadas se fosse preciso e levantar a ponte elevadiça para proteger os domínios... Imaginação nunca me faltou...rs

As fotos aqui postadas foram batidas por mim lá em Vincennes.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ainda no clima de Valentine's Day

Valentine's Day é o título original do filme que extreiou hoje no Brasil como "Idas e Vindas do Amor". Um filme com um elenco encantador, um roteiro um tanto quanto batido (o cartaz do filme me remeteu de imediato ao filme "Simplesmente Amor", lembram?), mas ainda assim capaz de algumas surpresas, e sobretudo, causar risos (é o que a gente espera numa comédia romântica, não é?). Adorei, suavizou minha tarde de sexta e fiquei apaixonada pelo garotinho (meninos incrivéis nos filmes sempre me lembram do que eu tenho em casa) maduro do filme, com um comportamento capaz de colocar muitos marmanjos no chinelo (mulheres, vocês não acham que os homens andam muito inseguros e com a auto-estima despencada???). Após o filme, e antes de ir ao teatro (uma sexta cultural em ótima companhias!!), demorei-me na livraria, o que resultou em sacola cheia: trouxe o primeiro livro de Agatha Cristie a tratar do Hercule Poirot; um da doce Rosamunde Pilcher. "O Dia da Tempestade"; um que toda mulher deve ler, indicado por uma amiga, "Homens que não sabem amar" e o clássico "O Morro dos Ventos Uivantes".

Sexta perfeita...


PS: Ontem assisti ao filme "O Lobisomem", também no cinema, por ser com o Antony Hopkins e por se passar na Inglaterra Vitoriana...Mas esse não recomendo não... Vazio!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O bom e velho papel






















De repente, meu computador não abria mais nenhum programa... Depois de dias sem poder utilizá-lo, uma pessoa entendida veio avaliá-lo e teve que formatá-lo, sem direito a resgate do que estava nele. Daí perdi muitas coisas ( sempre tento fazer cópia, mas nunca faço de tuuddo que aqui está). O que mais lamentei foram os e-mails amigos que eu tinha arquivado no Outlook e perdi com essa pane; não aqueles e-mails com anexo, mas aqueles íntimos, que eram como as cartas de antigamente, recheados de carinho e palavras doces. Sempre fui fã de cartas, ultimamente substituídas pela agilidade e praticidade dos e-mails, e tenho muitas delas guardadas, que acabam funcionando como um diário dos amigos, um testemunho de suas vivências. Estas nenhuma pane tecnológica irá deletar dos meus arquivos.

Sou fã incondicional do papel, da agenda onde escrevo meus compromissos (a deste ano é especial, trazida de Paris, com gravuras impressionistas), e, sobretudo, dos livros tradicionais. Não consigo ler livros aqui no computador, acho algo frio, impessoal, distante. Gosto de tocar, sentir o cheiro do papel, sublinhar a lápis, escrever observações, poder virar a página...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Saudades de coisas boas da vida

Hoje estava lendo jornal antigo... Isso porquê eu tinha uma assinatura da Folha de São Paulo cujo os dois últimos exemplares chegaram durante minha viagem, e só hoje me habilitei a ficar mais na cama para lê-los: notícias de "ontem" também podem ser oportunas, sobretudo num período onde fiquei tão alheia à mídia. E lá encontrei uma crônica de Danuza Leão, onde ela falava de como eram feitas as ligações telefônicas antigamente e de sua saudade destas e doutras coisas, o que me remeteu imediatamente às minhas próprias saudades. Saudade e recordação foram pautas de minha semana, sobretudo diante de minha alegria ao poder retomar o contato via internet (pelo Orkut e MSN: Santa Tecnologia do Mundo Contemporâneo!!Se fosse no tempo recordado por Danuza isso não seria possível) com uma amiga querida de infãncia, da época que morei no interior de Minas. E o interessante é perceber como os amigos, sobretudo os mais antigos, podem ser tão guardiães de nossas memórias, ajudando a relembrar as experiências vividas, muitas vezes sob um enfoque diferente dos nossos próprios, e a enquadrar melhor as experiências atuais.

E, para algumas sensações, o tempo parece não passar: ainda me sinto aquela meninha, rindo com minha amiga ao observarmos o garotinho bonitinho pela janela da casa dela.

Sim, os gatotos bonitinhos passaram e passarão, mas a amizade, felizmente, permanece...