sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Os lugares e as pessoas


De volta!

E com muito a escrever por aqui, mas irei fazendo isso aos poucos. Tantos lugares por onde andei (Milão, Verona, Serminione, Veneza, Pádua, Pisa, Lucca, Florença, San Giminiano, Siena, Assis, Roma, Pompéia, Nápoles, Capri e Paris!). Não tive tanto tempo de escrever no blog por lá, mas não se preocupem: mantive atualizado meu diário de viagem e tenho muito o que compartilhar.


Uma coisa que me chateou é que, por problemas técnicos, perdi quase todas fotos que tirei na Itália. Quando me deparei com essa informação, em Roma, fiquei desolada e, como estava perto da Piazza Navona, onde já tinha ido mais cedo e adorado, voltei a ela, sentei e chorei... Mas então ouvi o sino de uma igreja, vi nos telhados o reflexo do sol que se punha e fiquei feliz: do que me importavam as imagens, se eu tinha tudo dentro de mim, em memória e emoção, já que eu as VIVI?! Isso que é o importante! Saí para caminhar novamente, conformada e pronta para mais fotos e experiências... E ali mesmo uma nova começou, digna de um filme, mas isso eu conto depois...


Excluindo a perda de parte das minhas fotos da Itália e um desencontro que houve depois, só tenho coisas maravilhosas a relatar e a lembrar. Tudo que eu sonhei eu vivi, com direito a mais. Parecia que o céu se abriu para mim e disse: vai, Luciane, seja feliz! E fui! Senti-me querida, bem tratada, fiz novos amigos, chorei de emoção, vibrei, caminhei e caminhei, sonhei acordada, dormi sonhando com as imagens "piu bella" que vi e vivi, meus olhos tiveram overdose de beleza, meu corpo de prazer, minha alma de vida, pulei, comi, rezei, amei... Senti-me em casa, mesmo em lugares em que até então "não" me eram conhecidos.


Daí tenho que voltar a minha vida real, às responsabilidades, às questões nem sempre são tão prazeirosas. Mas com isso, vem também o abraço carinhoso de meu filho, a acolhida dos meus familiares, as pessoas que proclamam sua saudade a mim, a feijoada da mamãe... Estou em casa, nesse lugar que me é tão conhecido.


Que bom poder transitar pelos lugares, isso é viajar. Senti-me viajante muito mais que turista.

Ter estudado, lido tanto, visto filmes, conversado... só me ajudou a aproveitar tudo que havia por lá. Caminhei sozinha, sem qualquer receio e sem me perder (mas teve os momentos que eu me permiti entrar em perdição...rs) e ainda fui guia de outros, em ruas onde nunca tinha estado. E que bom é ter pessoas, novas e velhas em minha vida, que coloriram a minha partida, a minha estada, a minha vinda, a minha chegada... Sem as pessoas, as boas pessoas de minha/nossas vidas, seria impossível me sentir em casa em qualquer lugar que fosse!




quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Embrigando-me com beleza

Estar em Veneza foi uma das experiências mais singulares de minha vida. Fechei o mapa e abri meus olhos para o novo, para os caminhos onde nunca passei (nessa minha vida, ao menos) , mas sei que milhões ja passaram por anos e anos. Por instinto, cheguei a todos os pontos turisticos que eu queria visitar lá... e só para voltar precisei recorrer novamente ao mapa.

Entao, chego a Toscana e aqui me sinto aconchegada. Cruzar os Apeninos foi um marco novo em minha vida e parece que sonho, mesmo com os olhos abertos. Sinto-me infinitamente feliz, plena... Mas sem pernas de tanto caminhar...Hoje, escrevo de Florença, e rápido, porque tenho ainda muito que visitar...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ciao Milano

Milano me recebeu cinzenta, úmida, chorosa, com suas arvores em outono. Bastava perceberem meu sotaque brasileiro para os italianos abrirem seus melhores sorrisos e me darem todas as informacões que eu desejava, cercadas por gentileza.Pastas e doces deliciosos, ruas serenas, Duomo espelendora, novos amigos.O tempo corre, eu corro de atração a atração.Felicitá...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Caminhando contra o vento, sem lenço mas com documentos...


Eu vou...Domingo já amanheço um tanto quanto italiana. Volto uma outra, melhor, com mais bagagem do bem (e alguns ítens de consumo sim, porque sou mulher, humana e não sou de ferro...rs). Sei que vou chorar de emoção e contentamento. Sei que vou rir sozinha e que isso atrairá novos amigos. Sei que provarei muitos vinhos e tantos pratos e sorvetes que talvez seja difícil achar o caminho de volta ao hotel. Sei que arrepiarei ao ver ao vivo as obras de artes que admiro e farei pedidos para mim e meus afetos em todas as igrejas que visitarei. Sei que não resistirei aos antiquários, brechós e sebos: melhores lugares para encontrar a história dos outros que tem haver comigo. Sei que estarei reescrevendo a minha história. Sei que me sentirei livre e destemida. Sei que terei saudades de quem ficou. Sei que terei saudades de quem ainda encontrarei. Sei que me tocarei quando alguém disser que está com saudades de mim. Sei que eu vou... Não sei bem como voltarei...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Presto!!!!

Logo, logo estarei onde quero!!! O tempo passa rápido, será que preparei tudo que precisava???

Maravilhoso está sendo o carinho de familiares e amigos. Começo a achar que eu deveria viajar para longe por mais vezes, para ser tão paparicada como estou sendo...rs E o tanto de gente que acha que não voltarei, que encontrarei um marido lá na Itália... Logo eu, que nem procuro marido (eu disse: não procuro marido, mas boas companhias são sempre benvindas!)! É divertido e levarei na bagagem todo esse carinho e afeto, todo o amor e zelo, para me dar ânimo para voltar (porque acho que terei que ser arrancada à força para conseguir deixar Florença!) e daí planejar minhas próximas idas ao Velho Mundo: ainda há muito na Itália para se ver, quero ir a Provence Francesa, Londres, Espanha, Portugal, Escócia, Grécia, e isso só para começar...

Então, já que é para o bem de todos e felicidade geral da minha nação de amigos e familiares, eu voltarei!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Últimas

O DVD de hoje, último do feriadão prolongado, foi Encontros e Desencontros, de Sofia Copola. Gostei muito: um ator (Bill Murray) em decadência e a mulher (Scarlett Johansson; segundo filme que vejo com ela nesse fim de semana, já que ela também está em Match Point) negligenciada de um fotográfo estão entendiados num hotel em Tóquio, até que se encontram e, ao compartilhar pequenas atitudes, algo acontece... O filme, no seu tom melancólico, é perfeito ao retratar a solidão dos personagens.


Mais quatro dias de trabalho e... férias!!! Espero estar, até lá, com tudo que for preciso pronto, dúvidas esclarecidas, perspectivas novas ainda disponíveis... Estou meio indisposta desde ontem: espero que seja apenas por ansiedade, nada mais sério... Acho que estou de TPV (Tensão Pré-Viagem...rs).

Sombras

Nesse domingo vi dois filmes bem "pesados": Match Point e Syvia: Paixão Além das Palavras. O primeiro é de Woody Allen, e trata de desejo, traiçao, crime, ambição... O segundo trata de parte da biografia da poetisa americana Sylvia Plath, que fora casada com o poeta inglês Ted Hughes e suicida-se quando ele a abandona (o filme tem uma fotografia belíssima). Estes filmes combinaram com o tom mais melancólico e sombrio do meu domingo: estou assim porque deixei triste quem não merecia e sinto que "estraguei tudo". Os silêncios podem falar bastante...


No fim do dia teve festa, encontro com gente querida e isso ajuda. Conversar com gente bacana e inteligente também ajuda, e fechei minha noite com isso. Quero dar uma espanada nos meus receios, mas veio gente me dizer coisas para aumentá-los. Não quero ouvir!


Abre, céu, traz a luz! Deixe-a ficar...

sábado, 31 de outubro de 2009

Rainbow

A palavra inglesa para arco-íris é uma das minhas preferidas... Ontem e hoje tive arco-íris lindos para admirar. O de ontem, imenssssssso, não consegui fotografar porque não achava a bateria da máquina. Mas hoje consegui captá-lo...Sempre que tenho arco-íris nos meus dias, fico com a sensação de que nada pode dar errado...

The Way We Were


"A forma como éramos" é a tradução do título original do filme de 1973, que,no Brasil, recebeu o nome de "Nosso Amor de Ontem". Nesse romance, onde, ao meu ver, Robert Redford está no auge de sua beleza (e olha que meus olhos estavam embaçados pelas lágrimas) e Streisand no seu primor interpretativo, a história se inicia no pré-Segunda Guerra e mostra a evolução do relacionamento do casal vivido por esses atores.
Pequei esse DVD (e, felizmente, a locadora de DVDs raros a qual me filiei nesse ano tem realizado todos os meus desejos cinematógraficos) porque conversava sobre uma colega de trabalho sobre filmes, ela falando do quanto chorou nas cinco vezes que assistiu a "E o Vento Levou", e eu falei dela sobre "Nosso Amor de Ontem", que eu assisti com 13 anos na casa de uma amiga e é o primeiro filme que me lembro de ter chorado ao ver.
E será que um filme que eu vi aos 13 anos seria visto agora por mim com os mesmo olhos, 22 anos depois?
Sim...As mesmas sensações que eu tive com 13 anos (eu era mesmo muito madura na adolescência para ter tido os insigths que eu tive com o filme...rs) eu tive agora, só que agora eu chorei mais (acho que porque já sabia da história toda, com 13 anos eu tinha mais esperança ao ver o filme se desenrolando). Só de ouvir o primeiro acorde da música tema ( http://www.youtube.com/watch?v=GNEcQS4tXgQ&feature=related ) eu já choro, a ponto do meu filho chegar perto de mim e dizer "calma, mãe, é só um filme" (meu filho de 9 anos é um gentleman, irá fazer muita mulher feliz quando for namorá-las; queria um namorado com a sensibilidade do meu filho e isso é uma coisa que, com certeza, ele não puxou do pai).
As cenas que eu me lembrava do filme eram apenas duas: eles se mudando para uma casa no litoral, ela sobre uma escada, arrumando os livros na estante, Redford de jeans e polo preta pegando-a por trás e a beijando (é uma das cenas do período rosa do amor deles);e a cena final, onde ela ajeita o cabelo dele do jeito que sempre fez e... (não posso contar mais aqui). Mas rever o filme me fez ter outras imagens na memória sobre ele: a decoraçao do apartamento dela, a primeira vez que ela faz amor com ele e chora - porque só ela fez amor, na verdade-, as cenas em barcos...
E daí escrevi sobre:
A Forma que eram em Nosso Amor de Ontem

Esse amor que não se cumpre
ela adiantada
ele sempre atrasado.
Ele troca o uniforme militar
pela máquina de escrever
e ela continua em guerra
pela paz
com os outros
consigo mesma.
Ela com a mão estendida
e ele sempre a soltando, soltando
e soltando
e se vai, vai e vai
e ela fica,
com a filha
com seu nunca desistir
com o querer ainda
do que não se é mais.
O amor nosso era só dela.
O amor dela é de ontem
de hoje
e de sempre
e, ainda assim,
um amor que não se cumpre.
Um romance clássico que valeu a pena rever, mesmo chorando. Chorar também pode fazer bem.





sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A bruxa está solta




Já me disseram que tenho um lado bruxinha do bem, devido a uma extrema sensibilidade. Ainda não sei ao certo quando meu lado bruxa está realmente atuando ou não, é algo que só se sabe a posteriori. Saber antes nem sempre é confortável. Ouvir o que ainda não foi pronunciado pode ser confuso. Sou humana, sobretudo.
Halloween não é uma festa comum no nosso Brasil, mas a globalização tem trazido essa festa para perto de nós também. Gosto da possibilidade das gostosuras e travessuras...
Happy Halloween!!! E compartilhemos gostosuras...