domingo, 17 de junho de 2018

Aprecio (mesmo) todas as etapas de uma viagem

 Uma amiga relatava que odeia viajar e que já se estressa ao pensar no que colocar na mala, por isso viaja o mínimo possível. Já eu, adoro mesmo todas as etapas de uma viagem, desde quando ela ainda está só na minha mente, até a fila na imigração de um aeroporto no exterior (que entendo que é o sinal que estou chegando). Também já vivi stress nas viagens: malas que chegaram dias depois, vôos cancelados, atrasos, me perder em alguma cidade... Mas quase nem lembro dos momentos ruins (e eventuais, felizmente) das viagens, vibrando sempre com as lembranças das vivências boas que tive nos lugares que visitei.

 E uma coisa que particularmente aprecio são os vôos, mesmo quando longos, sobretudo porque considero-os um convite à introspecção. Sempre priorizo lugares na janela e torço para, quando viajo sozinha, que a pessoa desconhecida ao meu lado não seja das mais sociáveis, para eu seguir meditando, refazendo os planos de viagem (na ida), relembrando o que vivi (na volta) e, sempre que possível, observando o mundo aos meus pés.

(As duas aqui foram tiradas em Portugal, a primeira no trecho Porto-Lisboa, a segunda ao aterrissar em Lisboa).

sábado, 9 de junho de 2018

Gratidão

Fui muito bem acolhida pelo Espaço Compasso, no Porto, Portugal e pelas pessoas que puderem estar presentes para me ouvirem falar das minhas vivências com o minimalismo. Foi um momento especial e estou mais do que grata por tudo!

domingo, 20 de maio de 2018

Palestra sobre minimalismo

No dia primeiro de  junho de 2018, estarei dando uma palestra gratuita sobre o minimalismo em Porto, Portugal, às 19 horas.

Endereço: Espaço Compasso
Rua da Torrinha, 113, Porto

sábado, 12 de maio de 2018

Entrevista sobre minimalismo

No início dessa semana fui citada numa matéria sobre o Minimalismo no Uol . Independente da minha fala ter sido muito  editada  e não expressar que os benefícios do minimalismo na minha vida vão muito além das minhas adoradas viagens, creio que é sempre bom difundir os preceitos minimalistas e ajudar as pessoas a refletirem sobre o ciclo muitas vezes insano de trabalhar pra consumir e consumir...

domingo, 29 de abril de 2018

Escolhas


Há alguns anos, adoto a filosofia minimalista: foco no que me é essencial e digo não ao que não tem importância em minha vida. Mas faço isso sem me apegar a números restritivos, desde que eu use e goste das coisas que possuo. No tocante a livros, no entanto, posso não soar minimalista para os mais radicais nesse campo: costumo ler três a quatro livros ao mesmo tempo (as leituras do momento estão representadas na foto acima) e gosto de ter na estante e no Kindle alguns livros não lidos. 

Ter esse rol de  livros me aguardando para serem lidos traz-me imenso prazer, sobretudo quando termino de ler algum e penso: qual livro vou escolher agora para ler? Então, vou a minha biblioteca particular ou ao meu Kindle, e,conforme minha disposição, momento, clima e lugar onde farei mais a leitura, escolho um novo livro. E também releio alguns livros queridos, ou, ao menos, os grifos que fiz em alguns, então é raro um livro ficar muito tempo na minha estante sem ser ao menos tocado por mim. Ainda assim, já vendi e doei muitos livros que não tinha interesse em manter comigo. E como nesse momento creio estar com um estoque bom de livros a serem lidos, dei um tempo na compra de novos exemplares.

Minimalismo trouxe-me mais tempo para leitura e para outras experiências que tanto aprecio, como viagens e a poesia. Não fico pensando se tenho livros demais, já que venho usufruído, ao meu modo e prazeirosamente, dos que possuo.


domingo, 15 de abril de 2018

Todo o azul

Foto que tirei numa manhã linda, em Copacabana, no Rio de Janeiro, há alguns dias. O banho de mar me revitaliza, apreciá-lo e ouvi-lo me revitaliza mais ainda. Em dias tão sombrios no mundo, foi bom estar rodeada por tanto azul...

sábado, 17 de março de 2018

Uma cafeteria pra chamar de minha



 Estou lendo "O Labirinto dos Espíritos", de Carlos Ruiz Zafon, um dos meus autores prediletos.  E hoje, ao ler sobre a personagem em um café e  em como ela "tinha esquecido como gostava de de começar o dia observando as mudanças de cenografia do presépio em movimento da vida pública (...) enquanto se deleitava com a geleia de morango e derramava meia hora como se tivesse tempo de sobra" vi que esse relato retrata bem o porquê de eu apreciar tanto cafeterias: a calma, as doçuras, o convite para a demora, para a observação, para o vagar de ideias...

Nessa semana encontrarei duas amigas, em dias alternados, e marquei em dois dos cafés diferentes (raros) que tenho no entorno do meu trabalho.  Pertinho da minha casa não há nenhuma cafeteria, só padarias, que para mim, não ofertam o que preciso. 

As fotos deste post tirei no Café Majestic, em Porto/Portugal, numa manhã do mês passado (já me soa tão distante esta manhã!).Sim, é um lugar turístico e caro, mas eu quis conhecer pela arquitetura e história do local (e para provar as deliciosas  rabanadas de lá, que não me levaram à ruína financeira, afinal). E pude me demorar e observar e me sentir contente pelos caminhos que até ali me levaram.

Hoje não irei a nenhum café, mas no momento sonho em ter uma cafeteria  a poucos passos de casa. Não precisará ser um Café Majestic, mas certamente não será por aqui... Enquanto isso, viajo em busca de cafeterias e outros locais (e pessoas) que mereçam minhas demoras...





sábado, 10 de março de 2018

Alvoradas

Essa foto tirei chegando em Gênova, Itália, numa manhã de inverno. Um dos alvorecer mais lindo que já vi, senão o mais lindo. Estava num navio, num cruzeiro pelo mediterrâneo e um dos meus programas obrigatórios era ver o sol nascer e se por a cada dia, o que era certeza de um espetáculo garantido. Mas esse amanhecer em Gênova me surpreendeu e me marcou. Por isso, posto-o aqui, pois as belezas da vida merecem ser partilhadas.

domingo, 4 de março de 2018

Mercados



Mercados são para mim uma imersão cultural numa cidade, com suas cores, cheiros, sabores. Sempre os incluo nos meus roteiros e, quando preciso viajar na minha própria cidade, visito o Mercado Municipal, em Belo Horizonte.

Abaixo, fotos do La Boqueria, em Barcelona, que revisitei em fevereiro deste ano.



 E agora, fotos que tirei no Bolhão, em Porto.



domingo, 25 de fevereiro de 2018

Casas

Voltei de férias há pouco mais de uma semana. E a cada volta tem sido mais difícil  me sentir em casa no Brasil. Dentro do meu apartamento até me sinto bem, já que em casa busco me  cercar do que me agrada. Mas basta receber uma notícia sobre a política brasileira (não vejo TV aberta há tempos, mas as notícias más insistem em chegar através dos mais variados veículos de informação), sair às ruas  me sentindo tensa frente à violência urbana e lidar com maus profissionais no trabalho para me perguntar: o que estou fazendo aqui? Bem, estou aqui pelos meus familiares, amigos, pelos meus pacientes...Todavia, cada vez mais quero estar fora daqui, do Brasil. A médio prazo, porém, não vejo isso ainda como algo possível. A longo prazo, certamente.

A imagem acima reflete um pouco da vista da janela do quarto do apartamento que aluguei (pelo Airbnb) em Porto, Portugal,  e  foi tirada num momento em que eu estava lá fora, mas me sentindo plenamente "em casa".