domingo, 23 de maio de 2010

Alimentos para o corpo e para a alma




Fonte das imagens: internet e arquivo pessoal
Tento estar sempre atenta à minha humanidade, às minhas insuficiências, necessidades, desafios, bem como aos meus atributos, conquistas, superações. Sei do meu lado matéria, sei do meu lado espírito. Preciso alimentar aos dois para estar bem. E também acredito que, para estarmos mais plenos, precisamos equilibrar esses alimentos, ou seja, usufruir dos bens materiais e terrenos, sem negligenciar os aspectos mais espiritualistas e fraternais.
Sim, como quase toda mulher, sou consumista e uso do consumo para confortar o corpo -e por tabela, tentar confortar também a alma: adoro creminhos que amaciam e com o cheiro influenciam meu humor, adoro roupas que interferem na minha estética mas também me deixam com sensação de liberdade, adoro comer bem -e bem, para mim, pode ser um prato sofisticado ou a comida caseira ou regional- e experimentar novos sabores, adoro viajar pois é onde mais aprendo com as diferenças e amplio meus horizontes, adoro ir ao cinema, adoro ir ao teatro, adoro um bom show (nessa semana mesmo irei à ópera!), adoro comprar e ler livros e mais livros (que também obtenho, e muitos, na biblioteca) e adoro ter na minha casa bens materiais-bons lençóis, armários organizados, cortinas fluidas, louça bonita, quadros inspiradores, televisão para meus filmes, som para meus cds e vinis, movéis com jeito de antiguinho, vasos para flores, utensílios culinários interessantes, castiçais para velas, estantes vestidas com livros, lembranças das viagens, taças e vinhos e etc e etc - que me trazem felicidade... Sim, dependo, e muito, do material e sou grata por poder usufruir desses mimos pelo o que obtenho com o meu trabalho. Mas eu só fico mesmo feliz com tudo isso porque outras fontes me trazem uma serenidade necessária para usufruir da matéria: a presença do meu filho e familiares, o carinho de amigos, pensamentos cristãos ou budistas ou outros zen, conseguir doar, estar sempre aprendendo...
Resolvi escrever esse blog ao refletir, nessa semana, sobre as pessoas com quem me sinto bem e elejo como meus amigos, e, após constatar que, com uma pessoa em particular, tenho tido grande dificuldade de afinidade e convívio, por só ouvir dela preocupações exclusivamente materialistas. Preciso trabalhar mais nisto, na minha tolerância, claro! Mesmo assim, ainda vou continuar realmente me aliando a quem saiba e precise aproveitar as coisas boas que o mundo terreno e nossa sociedade capitalista proporciona, mas que ainda assim se preocupe com os verdadeiros confortos para a alma, seja a própria ou a dos outros.

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